teclado para digitação mecanico

Por que é tão difícil encontrar nossos próprios erros de digitação?

Um pesquisador da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, comprovou que erros de digitação são ações mais “espertas” do que imaginávamos. Para o psicólogo Tom Stafford, “ao digitarmos, estamos tentando dar significado ao nosso texto, e essa é uma tarefa muito complexa”.

Segundo Stafford, a relação que cérebro faz quando estamos escrevendo envolve uma série de ações: transformar letras em palavras, palavras em frases, e dar sentido às frases. “Nós não conseguimos enxergar cada detalhe, pois não somos computadores.

Tomamos noção das informações e combinamos com o que esperávamos dela, tirando algum significado”, afirma o pesquisador. Isso está ligado ao fato de não conseguirmos notar aqueles singelos – e irritantes – erros que fazemos, já que sabemos o que dizer com aquilo.

O fato de termos dificuldade para encontrar nossos próprios erros está ligado à facilidade que possuímos em achar falhas nos trabalhos alheios. Por não competirmos com a “versão pronta” já imposta pelo cérebro, fica mais fácil dar atenção total – e livre de conclusões – aos textos dos outros.

Então não se irrite com a observação do seu amigo – que esquece completamente o propósito do texto para falar de um erro de digitação – e pense que isso só acontece por ele estar “totalmente” focado.

Mas apesar de quase sempre deixarmos algo passar, isso não quer dizer que não estamos atentos o suficiente para certas correções. Segundo a Microsoft, a tecla “Backspace” é a terceira mais usada no teclado convencional.

Curiosidade sobre teclado

O gerente sênior de marketing de produtos da Microsoft para hardware Suneel Goud demonstrou alguns dos teclados ergonômicos da empresa. 

Enquanto fazia a demonstração, ele nos disse as três chaves mais populares. 

  • A terceira mais popular é … a tecla “backspace”. 
  • A segunda mais popular é … a letra “e”.
  • O número um mais popular é … a barra de espaço.

Outro fato engraçado de Goud: 90% das pessoas usam apenas nove dedos ao digitar – elas não usam o polegar esquerdo, porque usam o polegar direito para martelar a barra de espaço.

A Microsoft construiu um teclado com uma barra de espaço dividida. A barra de espaço esquerda pode ser convertida em um botão de retrocesso para que as pessoas possam apertar a terceira tecla mais popular com o polegar esquerdo não utilizado. 

Em outro experimento no seu estudo de digitação, Stafford concluiu que pessoas com o costume de digitar sem olhar para os dedos possuem mapas do teclado prontos no cérebro.

Essas pessoas conseguem notar erros antes deles aparecerem na tela, desacelerando suas digitações. Para o pesquisador, essa técnica tem forte relação com a usada pelo cérebro dos nossos ancestrais na hora de atirar as lanças.

Contudo, pesquisadores indicam que trocar a fonte, mudar a cor do fundo, ou imprimir e corrigir o texto a mão são boas dicas para deixar o texto com uma cara “que não é sua”, podendo ajudá-lo a encontrar os erros.

Além dessas técnicas, nada se compara em fazer um curso de digitação para conseguir uma boa postura para os dedos, criando um mapa mental das teclas. Confira nosso curso gratuito por 7 dias!



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